quinta-feira, 30 de abril de 2009

O acolhedor

Venho de muitas saudades
Cavalgando pelas lembranças de antigos amores.
Sou o rastro de muitas eras, e morri tantas vezes
Que nem me lembro mais da minha primeira infância.
Sou quem que levanta o véu da mãe ajoelha sobre o solo estéril do luto,
Sou quem beija sua fronte e sussurra um conforto em seu ouvido.
Sou quem sopra um sopro de vida no rosto dos suicidas.
Sou um segredo que todos sabem, mas poucos querem acreditar.
Sou a generosa sensação que ninguém sabe explicar.
Já fui homem, já fui mulher, já tive nomes e pátrias,
Hoje muitos juram que sou anjo,
Mas sou apenas a fé da alma.

(A casa dos invisíveis)

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